Otite crônica: sintomas, diagnóstico e tratamento
A otite crônica envolve alterações persistentes ou recorrentes do ouvido médio e pode causar secreção, perfuração do tímpano, sensação de ouvido tampado e perda auditiva. O diagnóstico é realizado por avaliação otorrinolaringológica e exames auditivos. O tratamento varia conforme a causa e pode incluir cuidados locais, medicamentos, acompanhamento ou cirurgia em casos selecionados quando necessário.
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A otite crônica é uma condição caracterizada por alterações persistentes ou recorrentes no ouvido médio. Pode estar associada a secreção pelo ouvido, perfuração da membrana timpânica, redução da audição e episódios repetidos de infecção.
Em alguns casos, os sintomas são discretos e evoluem lentamente. Em outros, podem provocar perda auditiva significativa ou complicações que exigem acompanhamento especializado.
O que é otite crônica?
O ouvido é dividido em três regiões principais: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.
A otite crônica geralmente envolve o ouvido médio, região localizada atrás da membrana timpânica.
Quando existe inflamação persistente, infecções recorrentes ou alterações estruturais nessa área, podem surgir problemas como:
- perfuração do tímpano;
- secreção recorrente;
- alterações nos ossículos responsáveis pela transmissão do som;
- retrações da membrana timpânica;
- redução da audição.
Existem diferentes formas de otite crônica, e o tratamento depende das alterações encontradas em cada paciente.
Quais são os sintomas da otite crônica?
Os sintomas podem variar conforme o tipo e a gravidade do quadro.
Entre os mais frequentes estão:
- secreção saindo do ouvido;
- perda auditiva;
- sensação de ouvido tampado;
- infecções recorrentes;
- desconforto;
- zumbido;
- mau cheiro na secreção em alguns casos.
Dor intensa nem sempre está presente.
Alguns pacientes convivem com redução da audição ou secreção recorrente por longos períodos antes de procurar avaliação.
Otite crônica é a mesma coisa que otite comum?
Não necessariamente.
Uma infecção aguda do ouvido pode ocorrer de forma isolada e resolver completamente após o tratamento adequado.
Na otite crônica, existem alterações persistentes ou recorrentes que podem permanecer mesmo entre os episódios de infecção.
Por isso, o quadro precisa ser avaliado de maneira diferente.
O que pode causar otite crônica?
Existem diferentes fatores relacionados ao desenvolvimento de alterações crônicas do ouvido médio.
Entre eles podem estar:
- infecções recorrentes;
- perfuração persistente do tímpano;
- alterações da ventilação do ouvido médio;
- retrações da membrana timpânica;
- histórico de doenças do ouvido durante a infância;
- alterações estruturais.
Nem todos os pacientes apresentam a mesma causa.
A avaliação especializada procura identificar quais estruturas estão comprometidas.
O que é perfuração do tímpano?
A membrana timpânica, popularmente chamada de tímpano, separa o canal auditivo do ouvido médio.
Uma perfuração é uma abertura nessa membrana.
Ela pode surgir após:
- infecções;
- traumas;
- mudanças bruscas de pressão;
- introdução de objetos no ouvido;
- outras alterações.
Algumas perfurações cicatrizam espontaneamente.
Outras podem permanecer e facilitar episódios recorrentes de secreção ou provocar perda auditiva.
Otite crônica pode causar perda auditiva?
Sim.
A perda auditiva é uma das possíveis consequências.
O som precisa atravessar a membrana timpânica e os pequenos ossos do ouvido médio antes de chegar ao ouvido interno.
Quando existe uma perfuração ou alteração nessas estruturas, a transmissão do som pode ficar prejudicada.
A intensidade da perda depende do tipo e da extensão da alteração.
O que é colesteatoma?
O colesteatoma é uma alteração que pode ocorrer no ouvido médio e precisa de acompanhamento especializado.
Apesar do nome, não se trata de um tumor maligno.
Ele consiste em um acúmulo anormal de tecido queratinizado em regiões onde normalmente não deveria estar presente.
Com o tempo, pode provocar danos às estruturas do ouvido.
Alguns sinais que podem ocorrer incluem:
- secreção recorrente;
- odor desagradável;
- perda auditiva;
- sensação de ouvido tampado.
Quando existe suspeita, a investigação e o tratamento não devem ser adiados.
Quando procurar avaliação médica?
A avaliação com otorrinolaringologista é recomendada quando existe:
- secreção recorrente pelo ouvido;
- perfuração conhecida do tímpano;
- perda auditiva persistente;
- infecções frequentes;
- sensação constante de ouvido tampado;
- zumbido associado;
- mau cheiro no ouvido;
- piora progressiva da audição.
Pacientes com histórico antigo de problemas de ouvido também podem precisar de acompanhamento mesmo quando não sentem dor.
Quando procurar atendimento com mais urgência?
Alguns sintomas podem indicar necessidade de avaliação mais rápida.
Entre eles estão:
- dor intensa e progressiva;
- febre associada a piora do quadro;
- tontura intensa;
- fraqueza ou alteração dos movimentos do rosto;
- inchaço atrás da orelha;
- perda auditiva súbita;
- sintomas neurológicos.
Nessas situações, é importante procurar atendimento médico.
Como é feito o diagnóstico da otite crônica?
O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada do histórico do paciente.
O médico procura entender:
- frequência das infecções;
- presença de secreção;
- histórico de perfuração do tímpano;
- cirurgias anteriores;
- intensidade da perda auditiva;
- episódios de dor;
- presença de zumbido ou tontura.
Depois, é realizado o exame do ouvido.
Otoscopia
A otoscopia permite visualizar o canal auditivo e a membrana timpânica.
O médico pode identificar:
- perfurações;
- secreções;
- retrações;
- inflamações;
- alterações estruturais.
Microscopia do ouvido
Em determinados casos, o ouvido pode ser examinado com auxílio de microscópio.
Isso permite observar as estruturas com maior detalhamento e também realizar procedimentos de limpeza quando necessários.
Audiometria
A audiometria é utilizada para avaliar a capacidade auditiva.
O exame ajuda a determinar:
- se existe perda de audição;
- qual o grau da perda;
- quais frequências estão comprometidas;
- características do tipo de alteração.
Tomografia do ouvido
A tomografia pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando é necessário analisar estruturas ósseas do ouvido médio e da mastoide ou planejar tratamento cirúrgico.
Nem todo paciente com otite crônica precisa realizar tomografia.
Quais são os tratamentos para otite crônica?
O tratamento depende das alterações encontradas durante a avaliação.
O objetivo pode incluir controlar infecções, manter o ouvido seco, melhorar a audição e corrigir alterações estruturais quando necessário.
Limpeza do ouvido
Em alguns pacientes, a limpeza adequada realizada pelo médico faz parte do tratamento.
Ela permite remover secreções e visualizar melhor as estruturas internas.
Medicamentos
Quando existe infecção ativa, medicamentos específicos podem ser indicados.
A escolha depende das características do quadro e deve ser orientada pelo médico.
Cuidados com água
Pacientes com determinadas perfurações ou condições do ouvido podem receber orientação para evitar entrada de água.
Isso é especialmente importante durante banho, piscina e atividades aquáticas.
As recomendações devem ser individualizadas.
Cirurgia
Em alguns casos, pode ser necessário corrigir alterações estruturais do ouvido.
A indicação depende do tipo de doença, da presença de infecções, da audição e de outros achados.
O que é timpanoplastia?
A timpanoplastia é uma cirurgia realizada para reconstruir a membrana timpânica e, em alguns casos, outras estruturas do ouvido médio.
Ela pode ser indicada quando existe uma perfuração persistente do tímpano.
Os objetivos podem incluir:
- fechar a perfuração;
- reduzir episódios de infecção;
- proteger o ouvido médio;
- melhorar a audição em determinados casos.
A possibilidade de melhora auditiva depende das estruturas envolvidas.
O que é mastoidectomia?
A mastoide é uma região óssea localizada atrás da orelha e que possui comunicação com o ouvido médio.
Em determinadas doenças, principalmente quando existe colesteatoma ou comprometimento mais extenso, pode ser necessária uma cirurgia chamada mastoidectomia.
O objetivo é remover a doença e tratar as áreas afetadas.
A extensão do procedimento varia de acordo com cada caso.
Toda otite crônica precisa de cirurgia?
Não.
Alguns pacientes podem ser acompanhados clinicamente e tratados durante episódios de infecção.
Entretanto, determinadas alterações persistentes, perfurações, perda auditiva ou presença de colesteatoma podem levar à indicação cirúrgica.
A decisão é individualizada.
Quem tem perfuração do tímpano pode molhar o ouvido?
Em muitos casos, pacientes com perfuração são orientados a evitar entrada de água no ouvido.
Isso ocorre porque a água pode alcançar o ouvido médio através da abertura e favorecer inflamação ou infecção.
O médico deve orientar os cuidados específicos para cada paciente.
Posso usar cotonete se tenho otite crônica?
Não é recomendado introduzir cotonetes ou outros objetos dentro do canal auditivo.
Além de poder empurrar secreções ou cerume para regiões mais profundas, existe risco de lesões no canal ou na membrana timpânica.
Quando existe secreção ou sensação de ouvido obstruído, o ideal é procurar avaliação.
Otite crônica pode provocar tontura?
Em alguns casos, alterações do ouvido podem estar associadas a tontura ou vertigem.
Entretanto, a presença de tontura, especialmente quando intensa ou de início recente, merece avaliação porque pode indicar envolvimento de outras estruturas.
Crianças podem ter otite crônica?
Sim.
Problemas recorrentes do ouvido médio também podem ocorrer durante a infância.
Em crianças, alterações auditivas prolongadas merecem atenção especial porque a audição participa do desenvolvimento da fala e da linguagem.
Quando existe suspeita de perda auditiva, a investigação pode incluir exames apropriados à idade.
Otite crônica tem cura?
Depende do tipo de alteração.
Alguns quadros podem ser controlados com acompanhamento e cuidados específicos.
Outros podem ser tratados cirurgicamente com o objetivo de eliminar a doença, corrigir perfurações e reconstruir estruturas.
O resultado depende da extensão das alterações e das condições do ouvido.
Qual especialidade trata otite crônica?
A Otorrinolaringologia, especialmente a área de Otologia, é responsável pela avaliação e tratamento das doenças crônicas do ouvido.
A Fonoaudiologia também pode participar da avaliação auditiva e da reabilitação quando existe perda de audição.
Perguntas frequentes sobre otite crônica
Otite crônica sempre causa dor?
Não. Alguns pacientes apresentam secreção ou perda auditiva sem dor significativa.
Se o ouvido para de sair secreção, significa que está curado?
Não necessariamente. Alterações estruturais podem permanecer mesmo quando não existe infecção ativa.
Perfuração no tímpano fecha sozinha?
Algumas perfurações podem cicatrizar espontaneamente, enquanto outras permanecem e podem necessitar de tratamento cirúrgico.
Otite crônica pode causar surdez?
Pode causar diferentes graus de perda auditiva. A intensidade depende das estruturas comprometidas.
Colesteatoma é câncer?
Não. O colesteatoma não é um câncer, mas pode crescer e danificar estruturas do ouvido, por isso precisa de acompanhamento e tratamento adequados.
Quem tem otite crônica pode nadar?
Depende da condição do ouvido. Pacientes com perfuração ou determinadas alterações podem precisar evitar entrada de água. A recomendação deve ser individualizada.
Cirurgia pode recuperar a audição?
Em determinados casos, a reconstrução das estruturas pode melhorar a audição. Entretanto, o resultado depende do tipo e da extensão da doença.
Está apresentando secreção recorrente ou dificuldade para ouvir?
Se o ouvido apresenta secreção com frequência, existe uma perfuração conhecida do tímpano ou a audição está diminuindo, uma avaliação pode ajudar a identificar as alterações existentes.
Na Clínica Otoface, a equipe de Otorrinolaringologia realiza avaliação das doenças do ouvido e orienta o tratamento clínico ou cirúrgico de acordo com cada caso.
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